Empreendedoras fazem sucesso alugando bolsas de grife na internet

Empreendedoras fazem sucesso alugando bolsas de grife na internet

As amigas Elisa Melecchi e Luiza Nolasco souberam aproveitar o boom dos e-commerces de moda

por Fabiano Candido e Isabela Moreira - 01/04/2015
Luiza e Elisa uniram o útil ao agradável e montaram uma empresa juntas (Foto: Divulgação)
Os caminhos de Elisa Melecchi e Luiza Nolasco, de 28 e 29 anos, respectivamente, se cruzaram várias vezes. As empreendedoras do Rio de Janeiro se encontraram pela primeira vez na infância, quando estudaram juntas na escola. A segunda já na faculdade, quando cursaram administração.
Depois de formada, Elisa foi trabalhar com marketing digital, enquanto Luiza foi para o mercado financeiro. A dupla, porém, ainda compartilhava um sonho: o de abrir uma empresa.
A chance de realizá-lo chegou em 2013. Na época, Luiza percebeu que muitos investidores estavam apostando em e-commerces de moda e viu no nicho uma oportunidade. Ela se inspirou no Bag Borrow or Steal, uma loja americana que alugava bolsas de grifes virtualmente, e criou o BagMe, um e-commerce brasileiro que faz o mesmo.
Com o convite da amiga, Elisa entrou à bordo e, em maio de 2013, após um investimento inicial de cerca de R$ 300 mil, a loja virtual foi ao ar. Atualmente, o BagMe conta com um estoque de 150 bolsas de marcas de luxo como Chanel, Gucci, Louis Vuitton, Hermes, Givenchy, Marc Jacobs, Michael Kors, Prada e Valentino.
  •  
As fotos do Instagram do BagMe são escolhidas com o maior cuidado. A rede social é a que mais traz tráfego para as loja virtual das empreendedoras (Foto: Reprodução/Instagram)
O diferencial do e-commerce das duas amigas é que ele oferece a possibilidade de a clientela alugar ou comprar os produtos. “Investir nesses dois modelos paralelos nos ajudou a crescer mais rápido. Deu super certo. Como prevíamos, as vendas saem muito mais. Mesmo assim, o aluguel está surpreendendo”, afirma Elisa.
Para quem quiser alugar uma das bolsas, há três possibilidades: a de adquirir o produto por um fim de semana, uma semana inteira ou um mês. Os valores ficam entre R$ 69 e R$ 450. Já quem compra costuma gastar entre R$ 1800 e R$ 8000 em um item.
Isso faz com que o negócio, que para funcionar necessita de somente mais uma funcionária além das duas empreendedoras, fature até R$ 100 mil mensalmente.
Por ser 100% online, a maior parte da divulgação do BagMe também é feita na internet, principalmente pelo Instagram. É ai que entra o expertise de Elisa em marketing digital. “É fundamental estar nas redes sociais”, diz a empreendedora. “Mais de 70% do tráfego do nosso site vem do Instagram. Nosso perfil é muito ativo, investimos em uma identidade visual e nos preocupamos com a qualidade das fotos. Ele cresceu muito, o que para nós foi fundamental.”
Mais de 44,5 mil pessoas seguem o perfil do BagMe no Instagram e cerca de 12 mil visitam o site do e-commerce por mês.
No momento, o negócio já se paga mas, para isso, foi necessário que as empreendedoras se organizassem financeiramente. “Quem quer empreender tem que estar muito bem preparado. Eu me preparei para ficar dois anos sem receber salário, só investindo. É essencial ter uma reserva para sustentar a você e ao negócio”, afirma Elisa.
O esforço, segundo a empreendedora, vale a pena. “Está sendo incrível ver que está tudo dando certo. É um sonho realizado”, diz.